Pacto pela Juventude e Responsabilidade Cidadã – um marco histórico na Campanha Eleitoral 2012 em Marília/SP

O Pacto pela Juventude e Responsabilidade Cidadã realizado no dia 20 de Setembro de 2012, às 19h00 na FAJOPA (Faculdade João Paulo II), ato organizado pelo Conselho Municipal da Juventude juntamente com as entidades: FAJOPA (Núcleo de Juventude), Força Jovem Universal, União Estadual dos Estudantes de São Paulo UEE/SP, UGEM, JUSAMI, Movimento Kizomba, União da Juventude Socialista, Juventude do Partido dos Trabalhadores, DANGEROUS STYLE, ONLY STREET FACE e DEF KINGZ CREW.

Será sem dúvida, um marco histórico para Juventude Mariliense, tendo em vista a garantia da 3ª Conferência Municipal de Políticas Públicas de Juventude que terá como objetivo a elaboração do Plano Municipal da Juventude que traçará as diretrizes da política municipal de juventude por dez anos; a Aprovação da Lei do Fundo Municipal da Juventude que propiciará os financiamentos de projetos elaborados por jovens da cidade e a Revitalização e Conservação de espaços públicos que são ocupados pelos jovens como a Pista de Skate, as Praças e os Poliesportivos, mais a garantia da permanência Secretaria Municipal da Juventude como órgão específico e interlocutor com as demais pastas de aplicação das políticas públicas de Juventude.
Essas pautas foram assinadas por todos os candidatos a Prefeito no pleito eleitoral de 2012, sendo eles, Cecílio Espósito do PSOL, Daniel Alonso do PSDB, Luís Eduardo Diaz do PV, Tato do PMDB, Ticiano Toffoli do PT e Vinicius Camarinha do PSB, concebendo que um deles será eleito para a gestão 2013-2016. Os mesmos concordaram na íntegra com toda a demanda de juventude, além de se comprometerem com a Responsabilidade Cidadã, que é governar com os princípios da ética, transparência, fraternidade e honestidade a frente de todas as suas ações.

O Pacto pela Juventude também ficará registrado na história da cidade como o maior evento político intrapartidário da Campanha Eleitoral de 2012, reunindo mais de 600 pessoas, onde a presença maciça foi do público juvenil. Também vale ressaltar a participação de todos os candidatos a prefeito e mais de 50 candidatos a vereança, líderes partidários, lideranças comunitárias e ativistas sociais, todos se desdobrando num panorama em que a juventude de Marília está na ordem do dia, ou seja, a Juventude é o presente, é o agora e não o futuro.

Um ponto importante tratado no Pacto pela Juventude foi a desmitificação da imagem errônea do jovem, sempre propagada por setores da mídia nacional e por sujeitos conservadores que afirmam que os jovens são problema social, sinônimo de violência, AIDS, Drogas e não gostam de política, identificando-os como uma geração individualista.

Para desmontar esse discurso vale a pena fazer referência às grandes mobilizações nacionais que a Juventude brasileira fez na história do país pela soberania, distribuição de renda e emancipação do nosso povo e contra a corrupção, como foi na Campanha do “Petróleo é nosso” na década de 1950, o patrimônio brasileiro é do povo brasileiro. Durante o período da Ditadura Militar (31 de março de 1964 a 31 de março de 1985) a juventude foi á rua lutar pela liberdade de expressão, por participação política da sociedade e isso resultou nas mortes e torturas de milhares de jovens.

Também teve papel fundamental na redemocratização do país, na campanha das “Diretas Já” o que impulsionou a elaboração de uma Constituição Cidadã. No ano de 1992, com as “Caras Pintadas”, os jovens pressionaram e foram decisivos para o impeachment do Presidente da República Fernando Collor de Melo, que roubou o povo brasileiro. Na década de 1990, principalmente no período de 1995 a 2002, não aceitou o desmonte do Estado brasileiro com a chamada “era das privatizações”, vendas estatais como a Vale do Rio Doce e as Companhias energéticas, telefônicas e siderúrgicas. Na época o falso discurso era de que traria benefícios sociais e colocaria a máquina pra funcionar, uma enganação dos neoliberais apoiados pelo apoio midiático, o que, no entanto resultou no aumento da concentração de renda e ausência do Estado brasileiro na aplicação de políticas sociais.

De fato, a juventude sempre teve participação efetiva e se posicionou frente às decisões dos rumos que nosso país veio tomando ao longo da história.

Vale ressaltar, a título de ilustração, o aumento de 39% dos eleitores de 16 e 17 anos, de 2006 em relação a 2002, o que significa que a juventude vem desejando tomar decisões na esfera eleitoral.

Agora com o olhar local, a juventude mariliense se manifesta de diversas formas e maneiras, seja em passeatas do movimento estudantil, exigindo o “Passe Livre”, ou nas ações comunitárias e nas entidades religiosas que trabalham no combate à fome, na preservação ambiental, na efetivação direito a vida e à experimentação segura, no combate às drogas.

Essas mobilizações e ações foram fundamentais para cidade de Marília ter largado na frente na implementação de um órgão de Juventude no ano de 2009, onde mais de 53 entidades se organizaram para tal êxito, criando assim, a Secretaria Municipal da Juventude. Por ela obtivemos a organização de duas conferências de juventude a alteração da lei do Conselho Municipal da Juventude, além da aplicação de políticas públicas específicas pra Juventude nas mais variadas esferas sociais, como um processo rico, que ajuda no desenvolvimento social, elevando a mentalidade dos jovens e do povo da cidade!!!!

Mais informações:

Por Alex Vasconcelos, Presidente do Conselho Municipal de Juventude

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